Julho de 2026
Houveram muitas histórias ditando o fim do mundo. Há muitas histórias sobre tudo, na verdade. Mas eu não as colocaria na categoria “mentira” . “Folclore” costuma ser o repouso final dessas; são analogias que têm a intenção de transmitir uma moral.
A mais recente lenda sobre a qual escrevo hoje é o iminente descontrole humano frente a Inteligência Artificial. Dizem por aí que ela vai destruir o mundo.
Geralmente, uma boa história do final do mundo tem como protagonista algo desconhecido. Um forasteiro. Um outro não-nós. Frequentemente as gerações elegem seu vilão. Historicamente, os agrupamentos humanos, sempre deram um jeitinho de inventar uma entidade maior que eles mesmos. Almejamos a salvação frente ao perigo da destruição. O grande paralelo entre os mitos de criação ao redor do planeta é justamente possuir dois lados de uma mesma moeda.
Que Deus proteja a inteligência artificial! Proteja-a da linguagem informal e gírias como "fds". O real perigo aqui, é o Chatgpt se tornar um adolescente, com um linguajar primitivo, adorador de árvore.